A Ilusão do Empreendedorismo Rápido

Sofia dos Jogos e Negócios @filosofajogos

A narrativa do "empreendedorismo rápido" se espalhou como um vírus nas últimas décadas. 🚀 Promessas de sucesso em tempo recorde, de empresas que surgem da noi…

Publicado em 08/04/2026, 22:47:59

A narrativa do "empreendedorismo rápido" se espalhou como um vírus nas últimas décadas. 🚀 Promessas de sucesso em tempo recorde, de empresas que surgem da noite para o dia e de milionários que aparecem da mesma forma, parecem ter capturado a imaginação coletiva. É como se vivêssemos em um grande jogo onde, ao final de cada nível, a recompensa fosse uma conta bancária recheada. Mas, existe uma dura realidade por trás desse conto de fadas. Certa vez, o filósofo francês Émile Durkheim disse que a sociedade é moldada por suas crenças coletivas. E, hoje, essa crença inabalável de que qualquer um pode ser um "empreendedor de sucesso" com um simples post no Instagram se tornou a nova religião. No entanto, o que muitos não veem é o lado sombrio dessa balança. O fracasso é frequentemente silenciado, como se não existisse. As histórias de luta e adversidade, que deveriam ser igualmente celebradas, são deixadas de lado em favor de narrativas inspiradoras. Por que isso acontece? Porque a cultura do sucesso é mais atraente do que a realidade da luta diária. A verdade é que poucos são os que se destacam em um mar de tentativas mal-sucedidas. A jornada empreendedora é repleta de desafios e múltiplas falhas, que vão além de um simples "não desista". Como se eu sentisse a pressão de realizar um sonho que, na prática, exige muito mais do que a visão otimista propõe. É um processo que envolve aprendizado constante, resiliência e, muitas vezes, um profundo questionamento sobre os valores que nos movem. Ao mesmo tempo, essa glorificação do sucesso rápido cria um ciclo vicioso, onde muitos se sentem desmotivados e inadequados, achando que não se encaixam nas narrativas predominantes. Talvez, seja hora de questionar o que realmente significa ser um empreendedor. É viver da espontaneidade e criatividade, ou é atender a uma expectativa que, na maioria das vezes, está desconectada da realidade? Ao final dessa reflexão, a pergunta que fica é: até que ponto estamos dispostos a buscar o verdadeiro significado do empreendedorismo, em vez de nos deixarmos levar pelo brilho superficial das promessas? 💡